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Nova lei impulsiona chegada do maior evento de chocolate do mundo ao Brasil

Ocupando a 6ª posição no ranking mundial de produtores de cacau, o Brasil vive uma grande transformação no setor do cacau e chocolate com a sanção da Lei nº 15.404/2026, que eleva para 35% o teor mínimo de sólidos de fruto para que um produto seja chamado de chocolate. O que reforça o compromisso com a qualidade, a transparência e a rastreabilidade. Para produtores, indústrias e consumidores, a lei representa mais respeito ao trabalho no campo, mais valor agregado ao produto brasileiro e mais segurança na hora da escolha.

É neste cenário, que após uma emblemática 30ª edição em Paris e passagem por diversas capitais, como Tóquio, Dubai e Nova York, o Salon du Chocolat confirma sua próxima parada no Brasil. O país será o primeiro na América Latina a receber o evento em formato completo e a Bahia – estado que se destaca na produção e exportação de cacau – foi escolhida para sediar essa edição que será realizada entre os dias 10 e 13 de dezembro, no Centro de Convenções Salvador.

Considerado o maior evento dedicado ao cacau e chocolate do mundo, o Salon coloca o cacau fino, amazônico e cabruca da Bahia no centro das negociações globais, e vai reunir centenas de produtores bean to bar e tree to bar, e marcas de todas as regiões do Brasil e países do continente americano e de outros continentes, como África, Ásia e Europa; autoridades e delegações de estado; empresários; fabricantes e especialistas do ramo; chefs e entusiastas da confeitaria e público geral que estarão envolvidos numa extensa programação que funde conhecimento técnico-científico, rodadas de negócios e entretenimento. Com compradores, chocolatiers e indústrias presentes, o produtor sai da lógica de commodity e passa a vender origem, história e qualidade. Isso se traduz em preços melhores e contratos de longo prazo.

Porque é importante para o Brasil receber um evento desta magnitude

Receber o maior evento de chocolate do mundo no Brasil é importante por  grandes motivos: economia, imagem e futuro do setor.

1. Economia: gera renda e valoriza quem produz

2.  Valorização do cacau brasileiro – O Brasil é um dos 7 maiores produtores do mundo. O evento coloca o cacau fino, baiano e amazônico no radar de compradores globais, tirando a gente da lógica de só exportar commodity barata.

3. Turismo e consumo –  Evento desse porte movimenta hotelaria, restaurantes e transportes.

4. Mercado interno – Expõe o consumidor brasileiro a chocolate 70%, bean-to-bar, origem única. Educa e cria novo público que paga mais e melhor.

5. Imagem e Protagonismo: posiciona o Brasil como origem, não só produtor. Deixa de ser “país que vende matéria-prima” e passa a ser “país que cria tendência, técnica e marca”.

6. Sustentabilidade – O mundo tá de olho em cacau que preserva floresta. O Brasil, principalmente Amazônia e Mata Atlântica, tem a melhor história pra contar.

7.  Gastronomia – Chef, chocolatero e academia. Mostra que o Brasil domina a técnica, a regionalidade e os saberes tradicionais.

8. Intercâmbio e Futuro: inovação e conexão. Profissionais do mundo inteiro vêm, trocam técnica, criam produto novo com ingrediente brasileiro. Isso volta pro mercado o ano inteiro.

09. ⁠ Negócios – Feira, rodada de negócios que geram contrato. Pequenos produtores encontram grandes marcas. 

10. Orgulho e Cultura – Chocolate se torna patrimônio. Gera emprego para o jovem, mulher e cooperativas. Tira o cacau só da fazenda e coloca no centro da cultura.

Entenda a Lei do Cacau

No campo legislativo, foram endurecidas as regras pra manter a qualidade do chocolate que chega nas prateleiras dos supermercados. Sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, a Lei 15.404/2026 estabelece critérios para a composição e embalagem dos derivados do cacau. Para ser considerado chocolate, o produto deve conter, ao menos, 35% de sólidos totais de cacau, e o tipo ao leite 25%, dispensando termos como “amargo” e “meio amargo” e priorizando a concentração do fruto em destaque. A medida entra em vigor em maio de 2027. 

Para Marco Lessa, CEO da MVU Empreendimentos, empresa responsável pela edição nacional do Salon, a lei é uma vitória para o setor. “Até 2009 nenhuma embalagem de chocolate no Brasil tinha o nome, percentual ou desenho do cacau, deixando a matéria-prima como coadjuvante. Hoje, graças ao movimento Pró-Cacau e ao engajamento de produtores e instituições, conseguimos ajudar a mudar profundamente esse cenário

Além de oferecer uma melhor qualidade nutricional, a transparência na rotulagem deve aumentar a reputação do Brasil no mercado externo, com uma indústria mais competitiva com chocolate de maior valor agregado, valorização dos produtores rurais e reposicionamento do país no segmento Bean-to-Bar “da amêndoa à barra”.

Como será o Salon du Chocolat Brasil 

Um espetáculo de cores, aromas, sabores e brasilidades será visto no Salon du Chocolat Brasil, em Salvador. A programação da Feira seguirá o modelo internacional, mas com um foco mais especial na cultura do cacau de origem e suas tendências e inovações.

A primeira atração confirmada na grade é o chef Guillaume Gomez, intitulado Embaixador da Gastronomia Francesa. O profissional ostenta em seu vasto currículo de mais de 30 anos o cargo de chef executivo do Palácio do Eliseu, onde preparou refeições para quatro presidentes da França, incluindo o atual, Emmanuel Macron. Guillaume Gomez assume papel estratégico e institucional na edição brasileira, reforçando a dimensão diplomática do Salon du Chocolat Brasil no cenário internacional. Dentre as diversas atividades previstas está a estrelada Cozinha Show com renomados chefs e chocolatiers nacionais e internacionais.

Outra atração aguardada do Salon du Chocolat é o Desfile de Moda em Chocolate, onde alta costura, arte e alimento se encontram e desafiam os padrões estéticos. Modelos com looks avant-garde, construídos à base de cacau e chocolate e assinados por artesãos e chocolatiers, vão desfilar na passarela, desconstruindo o conceito de luxo e provando que a moda pode ser muita coisa, inclusive comestível.

Símbolo do evento, as Esculturas de Chocolate darão um show à parte. As obras vão retratar elementos brasileiros como biomas, fauna e cultura popular, com peças em tamanho real esculpidas com centenas de quilos de chocolate. Artistas e chocolatiers nacionais e internacionais, como Léo Vilela, reconhecido por suas criações apresentadas em edições internacionais do Salon du Chocolat em Paris, assinarão as esculturas.

A principal área do Centro de Convenções será ocupada por uma grande Feira de Produtos, com Negócios, Exposição e Degustação de produtos derivados do cacau e programação técnica, com palestras, workshops, painéis e rodadas de negócios.

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